[neverending solutions]


A CONCEPÇÃO DO ÁLBUM

Durante meus anos tocando metal com minha banda Thram, desenvolvi um lado "riffeiro" muito interessante que pode ser notado no Neverending Solutions, meu primeiro álbum solo.

Muitas de minhas idéias nesse período não foram utilizadas para o Thram, por não necessariamente se enquadrarem no estilo da banda, ou até mesmo por mostrarem meu lado "amante das baladas solo de guitarra". Com isso, foi inevitável a gravação desse álbum que, intitulado "Soluções Intermináveis", faz uma conexão entre as diversas maneiras de resolver frases musicais e as diversas possibilidades para problemas do cotidiano. Também quis fazer com que o álbum tivesse a idéia de ciclo... algo infinito... algo reciclável...

Apesar de ser um álbum solo, fiz questão que ele tivesse uma cara de banda mesmo, de pessoas reunidas para fazer um som. O trabalho foi até facilitado por contar com o Marcus Dotta na bateria, que já toca comigo há muito tempo e com o meu irmão Gabriel Godoy no baixo, ambos tocam no Thram. Além disso, tem a participação mais que especial de Luis Mariutti, tocando baixo em 3 músicas. Durante a gravação e mixagem, dei uma atenção especial para que os instrumentos soassem bem naturais mas ao mesmo tempo bem sujos, como uma banda de rock deve ser.

Maluquices à parte, fiz questão de comentar faixa por faixa abaixo. Espero que gostem:

01. BIOHAZARD:

A conexão com o nome do álbum é PERFEITA. Usei a afinação DADGBE, que permite a criação de Riffs MUITO pesados, espero que Dimebag Darrell esteja orgulhoso! A parte percussiva no final cria uma atmosfera bem legal que me surpreendeu muito depois que ela ficou pronta. Peso extra no baixo por Luis Mariutti.

02. THE SECOND PATH:

Intitulada provisoriamente de "Rock Dórico", e sabendo que o modo Dórico é o segundo modo de uma escala maior, já sabemos a razão principal de seu título. O fato de ser a segunda música do álbum também contribui para isso. Creio que é minha música mais maluca, foi a que deu mais trabalho para soar legal com a banda, por ter muitas partes diferentes e muitos climas diferentes. Tentem entender a maluquice.

03. BLURRY THOUGHTS:

Foi minha primeira música solo composta. A compus quando fui convidado para tocar no Guitar Player Festival e quis tocar algo exclusivo. Mudei pouquíssima coisa desde sua versão inicial pois realmente fiquei satisfeito com ela. É a única música que usei violão no álbum, talvez por isso, a considere a mais leve. Com certeza uma das melodias mais marcantes entre todas.

04. SUICIDE THOUGHTS:

Você nunca sonhou que estava se matando? [CREDO] Nunca imaginou a quantia de coisas que passam na cabeça de um cara nas frações de segundos durante a queda de um prédio? Foi nisso que eu estava pensando quando compus o riff principal. Curiosamente, eu compus grande parte da música usando os samples de bateria do Line 6 Spider Jam. Bem legal!

05. FIRST BLOOD:

Totalmente inspirado em Metallica, fiz questão de usar Wah-Wah do começo ao fim e manter as bases bem altas na mixagem pois essa música realmente tinha que soar pesada e estranha. Reparem que o termo "estranho" pode ser utilizado em mais músicas no álbum e isso me deixa bem feliz. Ninguém acredita quando digo que a afinação usada na First Blood é standard. Destaque para a linha de baixo do Luis Mariutti que contribuiu bastante com sua pegada inconfundível.

06. CONFUSING MATH:

Acreditem, a confusão e estranhesa está na minha cabeça! Quando fiz essa música, pensei em estilos totalmente diferentes, com escalas diferentes e sonoridades diferentes. Não sei como a combinação de tudo isso fez sentido no papel e na prática pois essa é uma das músicas mais bonitas de todo o álbum. A música com mais camadas de guitarra e também a música que mais usei modelos diferentes de guitarra.

07. ANYWHERE BUT HOME:

Talvez o fato de essa música soar bem "abrasileirada", devido à utilização do modo mixo, a relacionou com minha casa. Por um período de minha vida já tive vontade de ir para qualquer lugar que não fosse voltar para casa... foi essa a conexão. Essa é mais um música que usei a afinação DADGBE.

08. MISERABLE HOPES:

Minha primeira música em que gravei baixos. Experiência muito legal, porém complicada. Para quem pensa que são instrumentos parecidos, cuidado. É outro universo, totalmente diferente. Suas referências mudam, o posicionamento na música muda e a forma de compor muda. Para fazer uma baladinha desse tipo é essencial saber como aplicar o modo Eólio.

09. END OF THE INFINITE:

O nome diz o quanto ela é redundante e contraditória. Infinito não tem fim... mas quem diz isso? Uma matemática muito confusa. É esse o ciclo.

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